Sexta-feira, Setembro 09, 2005

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todos os filhos, e todos os outros filhos,
outros filhos ainda que não outros, e talvez
a voz dos filhos de outros
dizendo-me, que os dias são sempre dias
e não mais dias sonhados defronte daqueles
que serão filhos nossos e não de outros

seu sorriso, perdura,
sua alma, queima o sorriso
na génese de um outro filho que
talvez seja eu mesmo outra vez

sempre talvez, nos dias que
nao distingo o que vês , crês
ou mesmo suspendes a respiração
de todos os teus filhos


Hugo Miguel Mendes