Terça-feira, Setembro 06, 2005

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Susan Meiselas, 1974
Carnival Party



visitava ele as horas dos funerais em toda a sua espécie.
como de costume, julgava ele nos umbrais dos que foram
a égide completa do discreto em sombra
duvidosa do tempo que entretém. era a assim
a vertigem doce das viuvas lágrimas ressonantes
com a viagem pendente na história dos que partiram,
perene filosofia dos fracos que desistiram porque convém.
convém ao que vivia e ao perdão tardio
dos acontecimentos raramente unos ou que de tanto duais
se esvaneceram em perigosas estradas
dos corpos destrutivos das mulheres
na virgem alma revirada sobre pó sobre dias.
pagam sempre ás mulheres para que se vão embora.
com a vida talvez. por isso a eventualidade de
eles partirem primeiro que elas se apraz num
fausto sorridente com velas e lilás mistura, flores
e lápides rasura, de raso conforto e lisura
esse fluido franco a que os poetas chamam vida
pendurada de uma toada jazz todavia síncrono
no perdão de ser o homem tão cego no escarlate.


Hugo Miguel Mendes